quinta-feira, março 25, 2010
terça-feira, março 23, 2010
Uma questão de ponto de vista
Caminhávamos por Paris quando presenciamos uma criança se esborrachar na calçada. Ainda no chão, o pentelho se esperneava e gritava, chamando a atenção de todo o quarteirão. Os pais o levantaram pelo braço e conferiram que a cria estava sã e salva.
- Não aconteceu nada. Só caiu de maduro - comentei com petit-ami.
- Caiu do quê? - ele rebateu.
- De maduro. É um expressão em português. Como quando a fruta madura cai da árvore.
- Ah, sim. Em francês a gente tem uma expressão equivalente.
- Não conheço. Como vocês dizem?
- Caiu como uma merda.
- Arram. É quase a mesma coisa, só com um pouco menos de sutileza...
- Não aconteceu nada. Só caiu de maduro - comentei com petit-ami.
- Caiu do quê? - ele rebateu.
- De maduro. É um expressão em português. Como quando a fruta madura cai da árvore.
- Ah, sim. Em francês a gente tem uma expressão equivalente.
- Não conheço. Como vocês dizem?
- Caiu como uma merda.
- Arram. É quase a mesma coisa, só com um pouco menos de sutileza...
domingo, março 21, 2010
quinta-feira, março 11, 2010
Bate cabelo
No hay uma velha no mundo que não ache minha juba crespa lienda. Até a avó do petit-ami jura que meus cabelos são falsos e que eu passo a noite inteira fazendo bigoudin nas vésperas de toda a vez que vamos visitá-la.

E daí ontem eu cheguei numa descabelação vergonhosa na academia. Tinha um vento ártico na rua. Esse detalhe me deixou numa vibe Tina Turner no final do Mad Max. Foi só entrar no vestiário feminino para minhas colegas sessentonas começarem o bafafá do teu cabelo é lindo.
- É natural?
- Infelizmente.
- Você não faz nada mesmo pra ele ficar assim?
- Eu geralmente faço pra ele ficar assado.
- Pardon?
- Passo a chapa, bees! E rezo, rezo muito pra que não chova.
Assim abri espaço para o futrico da maldade de alisar os cabelos crespos. Bla bla bla bla bla.
- Mas por que você os alisa?
- Porque Macy Gray odeia concorrência.
- Você precisa entender que o crespo serve emoldurar o rosto.
- Também para ESCONDER o rosto quando a gente levanta de manhã.
E aí ouvi o pitaco mais bizarro sobre cabelos dessa longa estrada da vida:
- Daqui a uns trinta anos, você vai valorizar os cabelos que tem.
Trinta anos? NOT. Sentei pra esperar.

E daí ontem eu cheguei numa descabelação vergonhosa na academia. Tinha um vento ártico na rua. Esse detalhe me deixou numa vibe Tina Turner no final do Mad Max. Foi só entrar no vestiário feminino para minhas colegas sessentonas começarem o bafafá do teu cabelo é lindo.
- É natural?
- Infelizmente.
- Você não faz nada mesmo pra ele ficar assim?
- Eu geralmente faço pra ele ficar assado.
- Pardon?
- Passo a chapa, bees! E rezo, rezo muito pra que não chova.
Assim abri espaço para o futrico da maldade de alisar os cabelos crespos. Bla bla bla bla bla.
- Mas por que você os alisa?
- Porque Macy Gray odeia concorrência.
- Você precisa entender que o crespo serve emoldurar o rosto.
- Também para ESCONDER o rosto quando a gente levanta de manhã.
E aí ouvi o pitaco mais bizarro sobre cabelos dessa longa estrada da vida:
- Daqui a uns trinta anos, você vai valorizar os cabelos que tem.
Trinta anos? NOT. Sentei pra esperar.
terça-feira, março 09, 2010
Revival
Eu já havia desistido desse blog e, depois de 02 eras sem postar, estava até esperando o blogspot dar um tiro de misericórdia na criatura.
A verdade é que minha vida de celebridadge française nao permitia que eu passasse com tanta frequencia por aqui afim de escrever esses textos de infinita finalidadge para a vida da humanidadge. (Entrei sem querer numa vibe poeta agora, PERCEBÃO que criatividadge borbulha nas minhas veias).
Mas eis que um fato principal me inspira o retorno à rotina deprocrastinação blogueira: preciso parir uma dissertação de mestrado em quatro meses. E aí que passo o dia inteiro na frente do pc e minha força criativa só aponta para o nonsense.
Resultado: tenho 457 novas ideias de posts e zero ideias para o meu trabalho de final de curso. É o espírito prático tomando conta desse corpo again. (Sou do tempo em que espírito ainda levava acento, azar).
Beijos, minha vida voltou a ser rosa!
A verdade é que minha vida de celebridadge française nao permitia que eu passasse com tanta frequencia por aqui afim de escrever esses textos de infinita finalidadge para a vida da humanidadge. (Entrei sem querer numa vibe poeta agora, PERCEBÃO que criatividadge borbulha nas minhas veias).
Mas eis que um fato principal me inspira o retorno à rotina de
Resultado: tenho 457 novas ideias de posts e zero ideias para o meu trabalho de final de curso. É o espírito prático tomando conta desse corpo again. (Sou do tempo em que espírito ainda levava acento, azar).
Beijos, minha vida voltou a ser rosa!