Ma vie en rose

De frente, de lado, de costas. En France.


quarta-feira, julho 30, 2008

Como pode?

Em um grupo de pessoas semi-conhecidas nenhuma delas trocar uma palavra contigo? Não encontro explicações para que esse tipo de situação se repita há um ano. Medo, vergonha ou falta de vontade? Ah, claro, também existe a possibilidade de eu ter ativado a minha invisibilidade X-Men sem querer. Então, talvez, seja mesmo mea culpa.
A verdade é que sinto falta da espontaneidade de relacionamentos do Brasil, da amizade fácil, de jogar conversa fora, da liberdade de dialogar. Aqui, conto nos dedos de uma mão as pessoas quem eu posso considerar amigas (deixa eu contar: um... pronto, acabou!). Além de que me sinto na obrigação de estar sempre medindo as minhas palavras e as minhas atitudes. Ilustro: uma criatura que tem toda a liberdade comigo até para fazer críticas sobre a minha aparência física, se negou a responder sobre sua namorada alegando falta de intimidade comigo. Verídico e nos dedos!
Incoerência ou diferença de cultura, desisti de tentar entender algumas atitudes e situações. Quando se chega em uma festa, por exemplo: a gente tem que cumprimentar toda a manada com beijinhos e frescurinhas, mas depois ninguém mais te olha na lata. Putaquipariu, então, pra que esse circo todo? Assumam a antipatia, period.
Seria tão bom diminuir as cerimônias para poder falar normalmente com as pessoas, de ter mais espaço, menos julgamentos, e, ao mesmo tempo, acabar com essa distância que insiste em permanecer entre eu e qualquer francês. Não é à toa que eu me sinto sempre muito mais à vontade com estrangeiros. (Menos com angolanos, né. He!)

Saudade até das amizades e conversas de fila de banheiro. Snif.

6 Comments:

  • At 11:26 AM, Blogger hires héglan said…

    eu sou a rainha das amizades de fila de banheiro!

    fico triste quando tu fala isso... nem me dá mais vontade de ir pra alemanha... acho que vou ficar nos banheiros daqui mesmo!

    =*

     
  • At 12:36 PM, Blogger Monica said…

    Bah, guria, te entendo perfeitamente. Mesma coisa aqui. E aqui ainda me sinto analisada o tempo todo. Palavras, gestos, reações...
    Mas encontro muito brasileiro para conversar nas filas e paradas de ônibus. O que nem sempre é muito bom!

     
  • At 2:04 PM, Blogger Rosana said…

    Aguenta firme, Darkinho!!! O master tá aí, falta pouco! Pode até ser que tu encontre outros franceses chatonildos, mas também pode ser que tu encontre amigos de verdade! E outra, os amigos do outro lado do oceano permanecem aqui, sempre é possível voltar, nem que seja para uma visita! ;)

     
  • At 5:06 PM, Blogger Sônia said…

    Queria só ver se eu estivesse aí,eles iam aprender a se comunicar na marra,não é, filha?

     
  • At 3:09 PM, Anonymous Mari said…

    Vem morar aqui em Dublin, Dany! :-) beijao!

     
  • At 7:26 PM, Blogger RodOgrO said…

    Cara, que saco, hein? Ô povinho difícil...

     

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